E aí povo, suave?
Essa semana vamos fazer uma série de "Mistérios do Mundo" e esse é o primeiro post. Preparados?
Essa semana vamos fazer uma série de "Mistérios do Mundo" e esse é o primeiro post. Preparados?
Mistérios do Mundo 1/3
Stonehenge
Com certeza você já ouviu falar dos incríveis pedras verticais do
Stonehenge, e o primeiro artigo dessa nossa série fala sobre elas. Denominado
pelos saxões de "hanging stones" (pedras suspensas) e
referido em escritos medievais como "dança dos gigantes", existem
diversas lendas e mitos acerca da sua
construção, creditada a diversos povos da Antiguidade.
Uma das opiniões mais populares foi a
de John Aubrey.
No século XVIII, antes do desenvolvimento dos métodos de datação arqueológica e
da pesquisa histórica, foi quem primeiro associou este monumento, e outras
estruturas megalíticas na Europa,
aos antigos Druidas.
Esta ideia, e uma série de falsas noções relacionadas, difundiram-se na cultura
popular do século XVII, mantendo-se até aos dias atuais.
Na realidade, os Druidas só
apareceram na Grã-Bretanha após 300 a.C.,
mais de 1500 anos após os últimos círculos de pedra terem sido erguidos.
Algumas evidências, entretanto, sugerem que os Druidas encontraram os círculos
de pedra e os utilizaram com fins religiosos.
Outros autores sugeriram que os
monumentos megalíticos foram erguidos pelos Romanos,
embora esta idéia seja ainda mais improvável, uma vez que os Romanos só
ocuparam as Ilhas Britânicas após 43, quase dois mil anos
após a construção do monumento.
Somente com o desenvolvimento do método
de datação a partir do Carbono-14 estabeleceram-se datas aproximadas para os
círculos de pedra. Durante décadas não foram formuladas explicações plausíveis
para a função dos círculos, além das suposições de que se destinavam a rituais
e sacrifícios.
O mais famoso monumento da pré-história
pode ter sido um centro de cura, para onde iam peregrinos há mais de 4.500
anos. A afirmação é de um grupo de arqueólogos que trabalha nas primeiras
escavações em mais de 40 anos no monumento. O grupo acredita ter encontrado
indícios que podem, finalmente, explicar os mistérios da construção de blocos
de pedra. A equipe descobriu um encaixe que, no passado, abrigou as chamadas
pedras azuis, rochas vulcânicas de tom azulado, a maioria já desaparecida, que
formava a primeira estrutura construída no monumento. Eles acreditam que as
pedras azuis podem confirmar a tese de que Stonehenge era um local onde as
pessoas iam em busca de cura.
Em 2013, um grupo de estudos da Universidade College London levantou
uma nova teoria de que Stonehenge pode ter surgido como um cemitério para
famílias de elite por volta do ano 3000 A.C. Estudos de restos humanos
encontrados no local, indicam que antes do monumento ser o que hoje se conhece,
havia ali um grande círculo de pedras construído como um cemitério.
Nas décadas de 1950 e de 1960, o professor Alexander Thom,
coordenador da Universidade de Oxford e o astrônomo Gerald Hawkins abriram
caminho para um novo campo de pesquisas, a Arqueoastronomia, dedicado ao estudo do conhecimento
astronômico de civilizações antigas. Ambos conduziram exames acurados nestes e
em outros círculos de pedra e em numerosos outros tipos de
estruturas megalíticas, associando-os a alinhamentos astronômicos
significativos às épocas em que foram erguidos. Estas evidências sugeriram que
eles foram usados como observatórios astronômicos. Além disso, os arqueoastrônomos revelaram as
habilidade smatemáticas extraordinárias e a sofisticação da engenharia que
os primitivos europeus desenvolveram, antes mesmo das culturas egípcia e mesopotâmica. Dois mil anos antes da formulação do teorema de Pitágoras,
constatou-se que os construtores de Stonehenge incorporavam conhecimentos matemáticos
como o conceito e o valor do
(Pi)
em seus círculos de pedra.
A explicação
científica para a construção está no ponto em que o monumento tenha sido
concebido para que um observador em seu interior possa determinar, com
exatidão, a ocorrência de datas significativas como solstícios e equinócios, eventos celestes que anunciam as mudanças de
estação. Para isto basta se posicionar adequadamente entre os mais de 70 blocos
de arenito que o compunham e observar-se na direção certa. Esta descoberta se
deu em 1960,
demonstrando, através da arqueologia, que os povos neolíticos, 3000 anos antes
de Cristo, já tinham este conhecimento.
A importância estaria
vinculada diretamente à agricultura dos povos da época. Segundo o historiador
Johnni Langer, a vida dos povos agrícolas está ligada ao ciclo das estações, e
o homem pré-histórico precisava demarcar o tempo para saber quais eram as
melhores épocas para colheita e semeadura, e a observação do céu nasceu daí.

O blog ficou muito bom parabéns!
ResponderExcluir